Durante a Segunda Era da Criação havia apenas Aram, o Sol. Para aplacar seu poder, Ami, o Deus Criador, criou Iaé, a Deusa da Noite e das Estrelas.

Iaé é uma das deusas mais poderosas do Panteão Muyrá. Sendo dotada dos poderes da Realidade, Existência e Criação, Ela é responsável por diversos aspectos da criação. Ela é capaz de criar feitiços e alterar a realidade a sua vontade. Além disso, ela é famosa por seu poder divinatório. As estrelas, assim como a noite, são fontes de poder mágico para herdeiros.

Embora Iaé não seja uma deusa má, ela representa várias coisas e sentimentos que assustam. Ela é a solidão, a escuridão da noite e a perdição daqueles que se afastam da segurança da luz do fogo e do sol. Isso fez que por milênios, os mortais a temessem. Em contrapartida, Iaé nutria sentimentos neutros pelos mortais. Ela ajudava apenas os que estivessem dispostos a se perder em seus caminhos. Caso contrário, a pessoa seria esquecida noite adentro.

 

Conforme a modernidade avançava, os sentimentos de Iaé pela humanidade mudaram consideravelmente. A noite já não era mais algo a ser temido, muito pelo contrário, mortais desejavam o cair da noite mais do que o raiar do dia. Festas e bailes eram eventos sociais comuns durante a noite e seus anfitriões faziam questão da presença da deusa e da esposa. Iaé começava a apreciar a cultura noturna dos portugueses e do Brasil que aos poucos tomava forma.

 

Gostando da tendência que se instaurava, ela e Uaná alteram seu santuário e o transformam em uma casa de shows. Iaé inaugura no Rio de Janeiro, em meados de 1830 a Noite Sem Luar. O Santuário já apresentou shows de tango, óperas e sarais de poesia.

Alguns anos depois, Iaé começou a perceber que os mortais não conseguiam acompanha-la em suas festas homéricas. Muitos caiam exaustos pelo chão e alguns chegavam a morrer inebriados pela magia da deusa. Ela então percebeu o que lhe faltava. Ela criou seus primeiros herdeiros desde a criação. Deles, ela não pedia nada além de lealdade. Eles aceitaram se aventurar nos caminhos da deusa e se refugiavam na Noite Sem Luar. Ela lhe deu o nome de Perdidos pois foram os únicos dispostos a se perderem com ela pela escuridão da noite.

Hoje, a Noite Sem Luar é uma das maiores e melhores boates no Rio de Janeiro. Iaé e Uaná são anfitriãs de uma festa que jamais acaba. Distantes dos conflitos entre Paba e Ya’Wara, elas aceitam refugiados de ambos os lados e a boate é tida como um campo neutro para herdeiros. Embora Iaé ainda se recuse a ajudar mortais, não é incomum ela conceder favores a quem ela julgue merecedor.

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Iaé

Deusa da Noite e das Estrelas

A Rainha dos Perdidos

A Noite Eterna

Status: Acordada

Hierarquia: Deusa Maior

Santuário: A Noite Sem Luar

Magia: Existência, Realidade e Criação

Relações:

Esposa: Uaná 

Filho: Tabaréu

Herdeiros: Perdidos

 

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